Impostos? É para subir!
Declarações
Vítor Constâncio no início da semana comentou que será inevitável subir os impostos até 2013. Apesar de José Sócrates dizer que os impostos não serão aumentados até ao fim do mandato, a opinião do governador do Banco de Portugal soou a preparação do terreno para uma breve realidade.
Se Portugal tem um défice insuportável, há duas evidentes maneiras de sair dele: ou aumentam a receita, ou diminuem a despesa. Vítor Constâncio apoia a primeira, mas coloquemos a questão ao contrário.
O outro modo
Estamos num país que tem previstas obras megalómanas de necessidade questionável e que tem um evidente excesso de gastos com a função pública. Podemos ainda colocar a questão do dinheiro dado pelo estado nos mais diversos subsídios e apoios, que na maioria dos casos não é fiscalizado e as suas aplicações tornam-se numa incógnita.
Relativamente à função pública, como estudante numa universidade estatal, vejo diariamente funcionários que “picam o ponto” e pavoneiam-se todo o dia sem fazer nada. Há ainda as diversas secretarias (algumas delas nem consigo perceber para que servem) e bibliotecas com excesso de funcionários, que passam o dia todo no messenger e a navegar na internet.
Este exemplo da universidade é semelhante ao que acontece nos mais diversos serviços públicos. Há que optimizar o uso dos recursos, tanto humanos quanto materiais, em vez de espremer mais os contribuintes.